Quando criança, se alguém me perguntava o que eu viria a "ser quando crescer", prontamente eu respondia: aeromoça! Com o passar dos anos, e após o ingresso na rede de ensino pública na qual eu estudei por toda minha vida, meu desinteresse pelos aviões foi gradativamente crescendo, assim como o meu interesse pelo reino das plantas e as interações do homem com o meio veio a aflorar em mim.
Sempre tive uma boa relação com meus professores, no ensino fundamental , na sexta série especificamente foi onde tomei gosto pela Biologia, a professora conseguia explanar o conteúdo de aula de maneira fantástica, prendendo a atenção de todos, com suas demonstrações , e sem utilizar muito do quadro negro.. Nessa fase eu pensava comigo mesma, se algum dia eu viesse a ser professora, gostaria de ser como ela. Meu Ensino médio foi um pouco frustrante, já não tive tantos exemplos bons a serem mencionados, professores desmotivados os quais incentivavam a não optar pela carreira de licenciado aos que viessem a prestar vestibular.
Quando prestei vestibular na UNILASALLE onde cursei 4 semestres da Bio, a opção por licenciatura se deu pelo fato de a mensalidade ser mais acessível, sendo assim pretendia me formar nos dois, lic. e bacharel posteriormente, pois os dois currículos não diferiam muito.. a partir daí comecei a me interessar um pouco mais as questões pertinentes à área da educação. Mais tarde, após meu ingresso na UFRGS seguindo o currículo da licenciatura em Bio, e com a oportunidade que tive ao poder atuar com jovens de periferia em âmbito escolar e em outras práticas de algumas disciplinas, fizeram com que eu não veja mais a licenciatura como uma opção. E sim como uma área na qual pretendo atuar, aprendendo cada vez mais e passando adiante os saberes que eu venha a adquirir, pois sei (ou imagino) os desafios que terei de contornar e o quão dinâmica será a vida de um professor.
Oi querida,
ResponderExcluirfoi interessante ler sobre os caminhos percorridos até a Licenciatura se constituir numa escolha consciente. Fico feliz por teres tido uma experiência tão marcante com a professora da sexta série. Essa experiência foi tão forte que apesar dos professores desmotivados do Ensino Médio ainda se manteve vivo o desejo de ser como ela.
Uma passagem na tua narrativa me chamou muito a atenção...o fato de destacares que a professora utilizava muito pouco o quadro negro...Considerando que quadro e giz são "tecnologias de escrita", como tu achas que as "tecnologias" devem ser utilizadas para despertar o interesse/curiosidade dos alunos?
Seguimos...
Um carinhoso abraço!
Geralmente Professores que usam muito do quadro negro,não sabem o utilizar da melhor maneira. Tendem a deixar os alunos muito "passivos", o que no meu ponto de vista não torna o aprendizado 'rico'. Acredito que o aprendizado se torna melhor, quando os alunos constroem a aula juntamente com o professor.. Quando a necessidade da busca pelo significado do conteúdo é provocado no aluno...
ResponderExcluirSabes que depois que adotei dois gatos o meu amor pelos animais cresceu. Espero que tu sejas uma defensora dos nossos animais, não só os domésticos, mas os selvagens, enfim...toda a natureza.
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